Arquitetura no tempo da máquina*

Da Arquitetura de Autor à Arquitetura instantânea

Há muito que nos questionamos sobre a natureza do tempo na arquitetura. Tempo e temporalidade referem-se somente ao homem e por consequência, ao habitar e à arquitetura como existência. Sendo que habitar e construir são indissociáveis.

Explorando o sentido do tempo e de que maneira este pode afetar o campo da Arquitetura, automaticamente o associamos às noções de Património Histórico. Mas a questão é mais transversal. O tempo é causa, problemática, memória e utopia. Por consequência o espaço é efeito, representação e realidade.

O tempo na Arquitetura é algo fundamental, não só como dimensão da observação mas também como dimensão da obra em si. Desta forma estamos perante uma realidade onde tudo é tempo e o tempo está em tudo. Continue reading “Arquitetura no tempo da máquina*”

Diálogos

dialogos

 

A série fotográfica “Diálogos”, produz uma “encenação” da interacção recíproca entre o corpo humano e o espaço construído, poetizando a forma com que os dois se relacionam.

A arquitectura é um ambiente de existência do corpo. O corpo e a cidade relacionam-se mesmo que involuntariamente, através da simples experiência urbana. A cidade é lida pelo corpo como um conjunto de condições interactivas e o corpo expressa a síntese dessa interacção através da sua corporalidade. Como Winston Churchill referiu, “nós moldamos os nossos edifícios; por consequência eles também nos moldam.”

Tanto a arquitectura como o corpo humano lidam com estruturas incrivelmente complexas e bonitas – edifícios e cérebros. É quando os dois se cruzam que se define a forma como percebemos, imaginamos, interpretamos e respondemos aos edifícios. Continue reading “Diálogos”