Arquitetura no tempo da máquina*

Da Arquitetura de Autor à Arquitetura instantânea

Há muito que nos questionamos sobre a natureza do tempo na arquitetura. Tempo e temporalidade referem-se somente ao homem e por consequência, ao habitar e à arquitetura como existência. Sendo que habitar e construir são indissociáveis.

Explorando o sentido do tempo e de que maneira este pode afetar o campo da Arquitetura, automaticamente o associamos às noções de Património Histórico. Mas a questão é mais transversal. O tempo é causa, problemática, memória e utopia. Por consequência o espaço é efeito, representação e realidade.

O tempo na Arquitetura é algo fundamental, não só como dimensão da observação mas também como dimensão da obra em si. Desta forma estamos perante uma realidade onde tudo é tempo e o tempo está em tudo. Continue reading “Arquitetura no tempo da máquina*”

Diálogos

dialogos

 

A série fotográfica “Diálogos”, produz uma “encenação” da interacção recíproca entre o corpo humano e o espaço construído, poetizando a forma com que os dois se relacionam.

A arquitectura é um ambiente de existência do corpo. O corpo e a cidade relacionam-se mesmo que involuntariamente, através da simples experiência urbana. A cidade é lida pelo corpo como um conjunto de condições interactivas e o corpo expressa a síntese dessa interacção através da sua corporalidade. Como Winston Churchill referiu, “nós moldamos os nossos edifícios; por consequência eles também nos moldam.”

Tanto a arquitectura como o corpo humano lidam com estruturas incrivelmente complexas e bonitas – edifícios e cérebros. É quando os dois se cruzam que se define a forma como percebemos, imaginamos, interpretamos e respondemos aos edifícios. Continue reading “Diálogos”

Bem-vindos ao Futuro! *

O Museu de Arte, Arquitetura e Tecnologia, em Lisboa

 

O Museu de Arte, Arquitetura e Tecnologia (MAAT) em Lisboa veio perturbar os confortados e confortar os perturbados.

Ignore o ponto de referência. Este museu promete trazer mais do que apenas uma nova linha de horizonte para a cidade, ao olhar para as implicações mais amplas da arquitetura no mundo da tecnologia e apresentando uma nova compreensão da condição atual da disciplina.

“O MAAT vai se concentrar na cultura contemporânea através de uma combinação de artes visuais e mídia, arquitetura e cidade, tecnologia e ciência, [e] sociedade e pensamento”, afirma a EDP num comunicado de imprensa.

Não há dúvida de que atualmente a tecnologia se está a tornar essencial, tanto na arquitetura quanto na experiência do museu. Estamos a atravessar um momento em que a tecnologia dá forma às coisas. Especialmente em arquitetura, o que é possível desenhar com um novo sistema digital e de edição de computador pode ser construído. Algo completamente diferente do que foi feito até então. Continue reading “Bem-vindos ao Futuro! *”

How machines are changing the way we work and think*

One of the first major evolution in architecture came with the Industrial Revolution that began in England about 1760. It was characterized by the radical changes at every level of civilization, but in architecture specially with the growth of heavy industry that brought a flood of new building materials. The mass production of iron, steel and glass in large quantities made them economically plausible as building materials. For architects and engineers it was a new dawn where devised structures hitherto undreamed of in function, size and form. Factories have evolved to new forms and utilities: they are the technology that are becoming part of us in our daily life.

We are now facing the same paradigm of (r)evolution as the one started in 1760: new materials and new ways of building – such as 3D printing, metamaterials, Virtual and augmented reality, and so on.  Architecture (similar to many other areas) is once again facing a massive disruption with a strong impact on society.

We have developed tools and technology to assist in the pursuit of our goals. Large shifts in technology have resulted in large shifts in social structures, and how individuals both contribute to society and make a living. Continue reading “How machines are changing the way we work and think*”

2016 – O ano que mais se discutiu sobre Arquitectura

Primeiro em Veneza e Roterdão, mais tarde em Oslo, Istambul e Lisboa. 2016 foi o ano das grandes exposições internacionais em Arquitectura, por todo o mundo.

Em tom de melancolia, partilho algumas fotos das três exposições internacionais que tive oportunidade de visitar:

 

Bienal de Veneza

 

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How Tourism Is Shaping the Urban Realities *

Following the loss of heavy, manufacturing industry in many industrial areas in the 70s and 80s, tourism has featured extensively in urban and waterfront regeneration policy because of its ability to generate substantial economic benefits to destination communities. This, alongside a number of additional facts, has created a flux of mass tourism to certain cities, in which Lisbon is included. Mass tourism has created a parallel reality within cities and developed a very complex relation to cities’ urban forms. But before we can discuss these relations, I would like to shed some light on the concepts of tourism and urbanity.

To be a tourist is one of the characteristics of the modern experience, for it is modern society that has provided the enabling factors for people to travel and for the supply of tourism destinations, services and amenities. Indeed, for the majority of people living in developed countries, tourism is feasible. Due to technological advancements, mass transportation, the provision of leisure time and increasingly high levels of disposable income, people now have the means and opportunity to travel and explore different places. Continue reading “How Tourism Is Shaping the Urban Realities *”